(Escrito baseado em um indivíduo que conheci, mas que não se diferencia de muitos que eu vejo por aí…)
O poemeira egóica…
“Eu!!!
Que grande conquista para a humanidade!!!
Por que será que os outros não percebem que eu sou o melhor?
Que todos devem me servir?
Que seria um privilégio para eles?
Afinal de contas eu sou único!
Minhas visões sobre a vida são sempre as melhores!
Ainda que eu não leia, eu não pense, eu não faça, eu não acredite, mesmo assim, eu sou… EU!
Não sabem os outros que a sua existência serve unicamente para me servir?
Para me admirar…Eu sou … EU!
Os outros são apenas coadjuvantes para a minha presença…
Pra que a árvore cairia na floresta se não fosse para ser notada por mim?
O que seria das outras pessoas se eu não existisse?
Elas precisam perceber a importância do eu!
Caso elas me tenham como exemplo, quem sabe, com muito esforço, se transformariam em pessoas mais interessantes…
E o meu amor deve ser igual a mim! Só que do sexo oposto! Porque eu sou perfeito!
O problema está nas outras pessoas que não percebem que eu sou o máximo!!!
Então… Por que é que me sinto tão só?
Por que é que preciso sempre chamar a atenção dos outros?
Por que existe este vazio em meu interior que precisa sempre ser preenchido indefinidamente?
Caso eu fosse o bastante… Realmente precisaria da presença do outro???”
Imagine a vida atormentada que deve ser um indivíduo que vive unicamente em função de si!
Coitado!!!