O eu sozinho… (Análise de um egóico) por Marcelino Lira

3 01 2008

(Escrito baseado em um indivíduo que conheci, mas que não se diferencia de muitos que eu vejo por aí…)

O poemeira egóica… 

“Eu!!!

Que grande conquista para a humanidade!!!

Por que será que os outros não percebem que eu sou o melhor?

Que todos devem me servir?

Que seria um privilégio para eles?

Afinal de contas eu sou único!

Minhas visões sobre a vida são sempre as melhores!

Ainda que eu não leia, eu não pense, eu não faça, eu não acredite, mesmo assim, eu sou… EU!

Não sabem os outros que a sua existência serve unicamente para me servir?

Para me admirar…Eu sou … EU!

Os outros são apenas coadjuvantes para a minha presença…

Pra que a árvore cairia na floresta se não fosse para ser notada por mim?

O que seria das outras pessoas se eu não existisse?

Elas precisam perceber a importância do eu!

Caso elas me tenham como exemplo, quem sabe, com muito esforço, se transformariam em pessoas mais interessantes…

E o meu amor deve ser igual a mim! Só que do sexo oposto! Porque eu sou perfeito!

O problema está nas outras pessoas que não percebem que eu sou o máximo!!! 

Então… Por que é que me sinto tão só?

Por que é que preciso sempre chamar a atenção dos outros?

Por que existe este vazio em meu interior que precisa sempre ser preenchido indefinidamente?

Caso eu fosse o bastante… Realmente precisaria da presença do outro???” 

Imagine a vida atormentada que deve ser um indivíduo que vive unicamente em função de si!

Coitado!!!


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