Curioso como as coisas acontecem na vida dos seres humanos!
Muitas vezes procuram um objetivo a vida inteira e quando obtém… Não sabem o que fazer com ele!
Parece o cachorro que persegue o o carro e quando ele pára não sabe o que fazer…
Canis… Canis… Canis…
O quanto a licantropia humana pode ser real em um mundo simbólico, ou, quem sabe, simbólica no mundo real….



Eu não gosto de Paulo Coelho, mas lembro de ter lido dele a seguinte expressão: quem não sabe o que procura, não percebe quando encontra.
Na verdade, nosso cãozinho precisa saber o que está procurando… pra perceber quando encontrar! Se ele persegue só por perseguir, a busca é sem objetivo e, por isto mesmo, jamais ela chega ao fim!… Ou o fim será qualquer coisa que apareça e pareça que pode ser uma solução. Ou ainda o nosso “canis” há de simplesmente cansar da luta e desistir dela: e os demais, que viram nossa luta, não vão entender a utilidade dela, uma vez que não chegamos a lugar algum. O objetivo da luta era simplesmente acabar com ela?
Mas é interessante isso…
De qualquer sorte, espero que a licantropia humana seja simbólica no mundo real e não o inverso… Já que os reais caninos, conquanto inegavelmente não nos abandonem, não são capazes (lamentavelmente) de gostarem de nós pelo que somos, mas sim pelo que podemos proporcionar a eles. E isso é egoísta.
É verdade que o egoísmo humano é maior, mas a veracidade do sentimento humano também é. Engraçado serem proporcionalmente maiores…
Sendo assim, se a licantropia humana fosse real no mundo simbólico, seria a constatação de uma falsidade impressionante: o mundo já é simbólico e o sentimento canino…
Mas as garras, os dentes e a força são reais em qualquer mundo.
Pena que isso ocorra no mundo humano…