Eu vi um dragão… (por Marcelino Lira)

20 08 2007

 

dragao.jpg

Eu nem sabia que existia…A despeito de lidar com a área que é costumeiro vê-los. Alguns já haviam dito que era possível e outros já haviam afirmado que tinham visto, embora eu achasse improvável.Outros chegaram até a ver que seria possível a transformação de um homem em dragão. Não achei que fosse possível. Dragões são, por natureza, diferentes dos homens. A sua natureza animal faz com que ele seja diferente. A sua natureza draconiana difere da nossa, humana. Somos diferentes a ponto de não nos reconhecermos iguais.Surge então uma pessoa que é, possivelmente, a prova que posso estar enganado. Alguém que sendo humano pode migrar de uma natureza para outra. Há quem tenha conhecido quando a natureza humana ainda era preponderante. Que via em sua face a possibilidade de encontrar humanidade e, assim, ter a “contraposição” específica de reconhecimento no outro.Parece que este leviatã não nasce humano, contudo, seja possível que tenha se transformado com o tempo, ou seja, de humano em draco.

Sua face revela a dinâmica da fome eterna. Da procura pela detruição. Não consegue descansar sem acordar com sustos  e pesadelos. Sabe que os humanos são seus persecutores (ainda que, em sua maioria, nem sequer liguem para sua existência). Enrola a sua calda a modo de trama para que não possa ser pego de surpresa. Sua malha de escamas parece intransponível ao ataque. Sua mente hiperativa é capaz de ver no mínimo ato um ataque potencial. Nada é passível de desprezo, pois, em sua mente, não pode negligenciar. Cada migalha pode gerar o seu fim. Por isso é “forçado” a destruir tudo por onde passa. Quando se arrasta por um lugar, nada de fértil parece resistir…Suas patas agarram a natureza, sendo que suas garras perfuram toda a delicadeza. O peso de seu corpo e demais para a relva. Seus atos de tamanha obscuridade que o fazem denso. A figura mitológica comporta um ar de sobrenatural.

O que podemos analisar é que a figura sofre, e isso é inevitável. Perceber o sofrimento que tenta desesperadamente esconder não é difícil. Seus olhos vermelhos de dragão, fugidios ou fixos, são reveladores que tem uma alma conturbada. Que engole a si mesma em uma repetição infinita. O gosto de sua própria essência é nauseante. O estágio do espelho desesperador. Ele sofre. Sofre. Sofre.Faz sofrer muito mais que sofre.

Aqueles que cruzam o seu caminho não sobram sem lesão. A maioria tem medo. Outros querem-no morto. Poucos querem vê-lo humilhado. Menos ainda curado.

O que é certo é que a situação é intrigante. Um homem-dragão. Formado do fogo do desejo da proteção do perigo que não existe. Pelo medo da mediocridade de seus pensamentos. Do temor de não ser o melhor, que jamais será. Dos bons sentimentos, que aparentemente tinha, e que transformaram a luz de sua visão em sombras. Da sua boca flamejante, as labaredas que são a tônica do que existe em sua essência.  Intrigante… Puramente intrigante…

 

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5 responses

6 04 2008
Solano

Eu também já vi um dragão, tenho 12 anos mas não sou louco, ja vi com os meus próprios olhos, vou contar a minha história, estava tocando guitarra com o meu amigo no meu quarto, onde a janela estava aberta, eu estava olhando para o céu, la onde vi uma mancha vermelha, parecida com a fisionomia de um dragão, fiquei paralisado. Fui correndo contar para a minha família, achavam que eu estava louco, mas eu não estava, um dia depois eu fui procurá-lo pela cidade, mas não encontrei ele na parte urbana, que eu ja tinha um pouco de certeza que ele não iria aparecer nesta área.
No outro dia eu fui no sítio do meu avô, não fica muito longe da cidade, ele me levou até a lavoura e ficou no carro, eu fui andando até longe, antes meu avô me dissera que parte muito grande de seus feijões estava destruida, eu fui investigar o local, lá eu vi a prova, um dragão, vermelho grande, como eu já avia visto, eu pirei, fui correndo contar para o meu avô, ele não acreditou, novamente, mas um dia depois meu outro primo também afirmou ter visto um igual ao meu, acredito que era o mesmo, todos pensaram que duas pessoas terem visto o mesmo dragão, isto não era loucura, era verdade.
Todos os dias desde ai eu vou procurar o dragão, mas nunca mais apareceu, fiquei triste mas não perdi as esperanças.

9 04 2008
Freudson

Nobre Solano,

Por que a necessidade de dizer que não é louco? Não precisa.
Afinal de contas, existem, como disse, metaforicamente, dragões em nós mesmos. Forças que desconhecemos, mas que se apresentam em horas determinadas.
Quanto a ver um dragão de verdade, creio que possa (eu disse POSSA!) ter sido qualquer outro animal. A nossa fauna é imensamente rica e quando somos da cidade qualquer coisa parece estranha.
Ver ou deixar de ver qualquer coisa não significa que você é “louco”… Já diria Caetano Veloso que “de perto ninguém é normal”, o que atesta a psicopatologia contemporânea. Em poucas palavras, “não fique preocupado com isso”!
Caso fique… O que eu duvido, procure ajuda!
Garanto que no seu colégio tem uma psicóloga com quem você pode falar e ela certamente vai entender!

Abraço Solano!!!

J.

18 03 2011
Diogo

Eu vi! (…)

4 02 2012
Luis Oliveira

Meu pai e minha madrinha juram ter visto um a aproximadamente 27 anos atras .! eles disem que ele foi levar ela até a “patente” E viram um Animal muito grande voando e com fogo na boca! os dois juram ter visto… nao sei dizer se acredito mas minha madrinha nao custuma mentir =x

5 02 2012
Freudson

Nobre Luis,
O escrito tem um sentido metafórico…
Os dragões são seres mitológicos para respostas heurísticas.

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