Insônia… (Marcelino Lira)

1 02 2008

Hipnos

No panteão dos deuses gregos, que são arquétipos para a interpretação da cultura ocidental, a figura de Hipnos (Ιπνος, o sono) é extremamente interessante.

Hipnos (conhecido também como Morfeu) é de capturar a sua “presa” e fazê-la cair em seu encanto. Filho de Nix (Νυξ a noite) faz com que o seu feitiço adormeça a pessoa. Mas Hpnos não é um deus possessivo, pois é capaz de se satisfazer com a simples “caçada” e liberta a sua presa para acordar no outro dia. Procede de forma diferente o seu irmão mais velho Tânatos (Τανατως). Segundo Aristóteles: “As pessoas velhas e aquelas ásperas ou taciturnas não se prestam muito facilmente à construção de amizades, pois a sua capacidade de serem agradáveis ou afáveis é pequena (…)”. (Aristóteles, Ética à Nicômaco. Bauru: EdiPro, 2002, p. 222) 

Sendo mais áspero pela idade, Tânatos é possessivo, e quando se apodera de uma pessoa, não a liberta mais do feitiço… Tratar com a morte implica uma severidade maior e natural que o sono…

Ser insone não significa ser, pois, improdutivo, necessariamente!

Livrar-se de Hipnos, que é indolente, não implica, euristicamente, em uma “brava luta” pela consciência, mas sim a manutenção da consciência. O problema está quando Hipnos resolve atacar em horas não convencionais… Ao menos do ponto de vista social!

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: