Remédios da alma…

5 04 2008

“No entanto, à força de acreditar no poder de usas poções, a psicofarmacologia acabou perdendo parte de seu prestígio, a despeito de sua impressionante eficácia. Na verdade, ela encerrou o sujeito numa nova alienação ao pretender curá-lo da própria essência da condição humana. Por isso, através de suas ilusões, alimentou um novo irracionalismo. É que, quanto mais se promete o “fim” do sofrimento psíquico através da ingestão de pílulas, que nunca fazem mais do que suspender sintomas ou transformar uma personalidade, mais o sujeito, decepcionado, volta-se em seguida para tratamentos corporais ou mágicos.

 

Não surpreende, portanto, que os excessos da farmacologia tenham sido denunciados justamente por aqueles que a haviam enaltecido, e que hoje reivindicam que os remédios da mente sejam administrados de maneira mais racional e em coordenação com outras formas de tratamento: Psicoterapia e Psicanálise.”

ROUDINESCO, Elisabeth. Por que a Psicanálise? Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000, p. 22.

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