Oedipus rex

7 04 2008

 

“Vossa existência, frágeis mortais,

é aos meus olhos menos que nada.

Felicidade só conheceis

 imaginada; vossa ilusão

logo é seguida pela desdita.

Com teu destino por paradigma,

desventurado, mísero Édipo,

julgo impossível nesta vida

qualquer dos homens seja feliz!

Ele atira flechas mais longe

 que outros homens e conquistou

(assim pensava, Zeus poderoso)

incomparável felicidade.

(…)

Édipo ilustre, muito querido!

Tu és o filho que atravessou

a mesma porta que antes

teu pai entrara; nela te obrigas

num matrimônio jamais pensado!

Como pudera, rei meu senhor,

as sementeiras do rei teu pai

dar-te acolhida, silenciosas,

por tanto tempo?

Como, infeliz?”

 

SÓFOCLES. Édipo rei. In. A trilogia tebana. Tradução do grego de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006, p.83. (Tragédia grega, v. I).

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