Cansado…

24 05 2008

http://www.santacasa.org.br/revista/verimagem.asp?id=670

É curioso como algumas vezes nos sentimos cansados em nossos objetivos…

Principalmente quando eles são altruísticos!

Querer o melhor para as pessoas parece que as choca! Ficam completamente desnorteadas! Como se um ato bom jamais pudesse vir gratuitamente…

Impressionante em que sociedade nos tornamos!

Vale as palavras do poeta:

 

“O mundo tem razão, sisudo pensa,

E a turba tem um cérebro sublime!

De que vale um poeta – um pobre louco

Que leva os dias a sonhar – insano

Amante de utopias e virtudes

E, num tempo sem Deus, ainda crente?

 

AZEVEDO, Álvares de. Um cadáver de poeta. In. Lira dos vinte anos. Cotia: Ateliê Editorial, 2000, p. 198.

 

 

 

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3 responses

11 06 2008
Catarina Borba

Belas palavras de Álvares Azevedo, muito bem empregadas no tema abordado e questionado.
O desnorteamento em que se encontra a sociedade com relação à ausência de objetivos/rumos ligados a área altruística é merecedor de reflexões. O capitalismo mecanizou o homem a trabalhar e lucrar, visando apenas desenvolver o seu mundo envolvido numa redoma onde poucos cabem, desprezando a grande maioria que realmente necessita de atenção. Poucos sabem que a cada três segundos uma criança morre vítima da miséria absoluta, isso não é divulgado, não é questionado, pois não dá lucro.
Parabenizo a reflexão feita, contudo gostaria de saber, em sua opinião, o que deveria se feito, existe saída para os egocêntricos societários?

20 06 2008
Laura Maciel Freire de Azevedo

É preciso continuar persistindo em desejar o bem. É preciso fazer sempre o certo, ainda que se pague um preço alto por isto… É preciso não perder a fé em Deus, para não nos sentirmos vazios… É preciso não perder a fé na humanidade, pois enquanto houver uma só pessoa capaz de um gesto de bondade, haverá esperança de que alguém o imite e então a corrente do bem pode aumentar.
Que pode dar errado? Pode sim. Porque nem todos têm grandeza de espírito suficiente a reconhecer a grandeza do outro. O medíocre, por ser pequeno, não enxerga além dos limites dos seus olhos, que estão próximos ao solo. O mundo dele é restrito demais.

Quem é vazio por dentro não tem a capacidade de amar.

É tão raro ver bondade que vira até notícia de jornal… E é motivo para alguns desconfiar qual a “intenção” do ser bondoso…

Por que a bondade soa como falsidade? Por que só quem é capaz de gostar dos outros são as crianças (sim, porque quem é cheio de boas intenções é tido como “infantil”, “tolo” e por aí vai)? Por que as pessoas correm atrás de quem não lhes dá (ou não dá tanto) valor e despreza ou desconfia de quem faz questão delas???

O problema está nas pessoas. Já li isso uma vez: “Você pode odiar um objeto de amor, uma mulher ou um cão, mas nunca o amor”. Não é o amor que faz mal. É quem é pequeno demais pra suportar algo tão grande.

5 11 2010
Di Bonetti

Em época de política li uma frase que me encantou:
“Ter o poder é ter a oportunidade de fazer o bem”.
Ser bom e praticar o bem não é a busca do mérito, é pura obrigação;
Quisera fosse diferente as pessoas que tem o poder de fazer o bem só se preocuparem superficialmente com o próximo, os menos favorecidos.
Os umbigos continuam o centro, infelizmente.

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