Pequenos comentários sobre “O leve e o pesado” (Marcelino Lira)

24 10 2009

Conversando sobre o conteúdo de “O leve e o pesado” com a minha amantíssima  e preferida crítica, fui levado a refletir sobre a natureza “benéfica” do pesado…

É bom esclarecer que ela não é depressiva, ou coisa que o valha, mas apenas ponderou sobre algumas colocações.

O “pesado” tem a sua função?

Dependendo do que se considere “pesado” a resposta será inevitavelmente afirmativa.

Por exemplo, se o “pesado” for o contato com a realidade ou mesmo o ato refletido e responsável. Caso seja essa a interpretação o “pesado” não só é útil, passa a ser necessário.

Contrario senso é a consideração dos “pesos” que carregamos inutilmente na vida.

A exemplo disso podemos citar a necessidade de estar sempre “belo e jovem”, quadro cada vez mais comum na sociedade. Por que um homem ou mulher de cinqüenta anos precisa ter o corpo de um de vinte?

A polissemia do escrito propicia esta fantástica multiplicidade de sentidos!

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One response

24 10 2009
Laura Freire

E se o “pesado” for justamente o que nos tira da realidade? E se estamos tão presos a ela que nossa mente nos leva para uma realidade que não existe? E se a força disso é tão irresistível que a gente não consiga enxergar que a realidade é bem mais leve do que nos parece? E se o “leve” for a realidade real?
(a paranoia seria um exemplo disso)

Embora, à primeira vista, parece ser paradoxal algo que seja “positivo” e “pesado” ao mesmo tempo, tenho de concordar que isso acontece sim.

Mas a utilidade dos pesos carregados é tão relativa!… Às vezes, passamos a carregar pesos e simplesmente nos habituamos a eles… Ficaria difícil viver sem eles, é como se eles fossem… uma parte da gente.
Outros são realmente vantajosos: ajudam-nos a não cometer erros anteriores, a manter-nos na realidade.

Mas não é a escrita que permite os significados; é a interpretação, é a mente. O escrito tenta representar o tom que o escritor quis dar, mas o sentido quem dá mesmo é o leitor.

Ah!… Mas eu não resisto mesmo!… “minha amantíssima e preferida crítica” . Não é lindo? Mas que sorte ela tem de ouvir isso de alguém tão objetivo! Fico imaginando e acho engraçado. Se eu não o conhecesse, diria que seria uma piada. É difícil imaginar que alguém tão objetivo use expressões tão sensíveis!… PORÉM, em se tratando de você, não surpreende. Você não consegue ter uma conversa de 5 minutos sem falar em sua “amantíssima e preferida crítica”. E eu acho isso simplesmente encantador!

Você anda mimando muito essa menina… num acha?
Isso é coisa de menino mimado… mimado demais… 🙂 🙂 🙂

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